terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

AURORA

Realmente não sei de qual imagem eu gosto mais, se é a fotografia original ou este desenho. Ambos retratam além de tanta beleza, uma expressão bem do cinema clássico. Talvez por que o desenho tenha sido feito durante o curso de Cinema Expressionista. A escolha do título foi por causa de um dos filmes expressionistas apresentados, "Aurora"(1927), dirigido por F. W. Marnau e que também lembra bastante a pesoa retratada neste desenho.
Para o cenário de fundo, desenhei uma floresta tendo como referência o vídeoclipe "One Caress" da banda Inglesa Depeche Mode.

A Aurora de todos os tempos.

(AURORA, 2010)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O HOMEM-ERRADO

Quando assistir pela primeira vez "O Homem-Errado" (1956), de Alfred Hitchcock, em uma dessas madrugadas de muitos tempos. Não me lembrava que a primeira cena do filme era a silhueta do proprio Hitchcock. Projetando sua sombra. Se apresentando e anuncindo o filme. Foi durante o curso de "Cinema Expressionista" que tive a oportunidade de rever ao filme.
Apresentando referências expressionista como claro e escuro existentes em sua fotografia. De alguma forma, vejo bastante este visual Artístico/Estético em outros filmes produzidos a quase 50 anos depois que são o caso de "Sin City - A Cidade do Pecado" (2005) de Frank Miller e Roberto Rodriguez, e "Renaissance" (2006) de Cristian Volckman.
Na história do filme, o músico Manny Balestrero (interpretado por Henry Fonda) é levado a prisão pelos crimes cometidos por um ladrão muito parecido com ele. Ao decorre do filme, sua prisão afeta não só a si como também a de sua esposa. Levando a loucura.
"O Homem-Errado" ou "The Wrong Man", me lembro uma canção chamada "Wrong", do Depeche Mode. Virou clipe onde um homem é amarrado e preso num carro rodando em sentido contrário nas ruas da cidade em plena noite até se colidir em algo que o pare.
A tradução da letra de "Wrong" é assim:
"Wrong" (Errado)
Eu nasci com o signo errado
Na casa errada
Com a ascendência errada
Eu peguei o caminho errado
Que me levou a têndencias erradas
Eu estava no lugar errado na hora errada
Pelo motivo errado e a rima errada
No dia errado na semana errada
Eu usei o método errado com a técnica errada
Errado
Errado
Há algo errado comigo quimicamente
Algo de errado comigo inerentemente
A mistura errada nos genes errados
Eu alcancei os fins errados pelos meios errados
Era o plano errado
Nas mãos erradas
Com a teoria errada de um homem errado
Os olhos errados, no prêmio errado
As questões erradas com as réplicas erradas
Errado
Errado
Eu estava marchando para o tambor errado
Com a escória errada
Estravassando a energia errada
Utilizando todas as linhas erradas
E os sinais errados
Com a intensidade errada
Eu estava na página errada do livro errado
Com a rendição errada do gancho errado
Com a lua errada, toda noite errada
Com a música errada tocando até que soasse a certa
Yeah
Errado
Errado
Longo demais
Errado
(O HOMEM-ERRADO, 2010)

domingo, 16 de janeiro de 2011

O VAMPIRO

Desenho feito a partir da cena de "O Vampiro" (1932), pelo Diretor Carl T Dreyer. Recomendado pelo Marco Antônio Moreira, durante o curso "Cinema Expressionista", na Caiana Filmes.
Para alguns, a sombra de fundo dava a forma e a imprensão de que fosse alguma criatura alada. Um morcego gigante. Confesso que quando estava arte-finalizando, a imprensão foi a mesma. Talvez uma das cenas mais expressivas e ao mesmo com uma linguagem mas proxíma a dos quadrinhos.

(O VAMPIRO, 2010)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

FAUSTO

Mefisto

Desenho feito durante o curso "Cinema Expressionista" na Caiana Filmes. Na abertura do curso, foi exibido o filme "Fausto" (1926). De todas as cenas do filme, a do personagem Mefisto cobrindo a cidade com suas asas foi a que mais me impressionou. Parecendo até capa de alguma história em quadrinho.
O mais interessante foi que depois da linguagem dos quadrinhos, o movimento artístico expressionista é o que mas se aproxíma do meu trabalho. De alguma forma, os filmes antigos e mudos trazem uma carga visual, seja na estética ou na dramatização dos personagens. Assitir a estes filmes e fazer uma releitura de alguma cena através do desenho é construir o meu próprio pensamento sobre aquele momento.

(FAUSTO, 2010)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

DELICADA E MORTAL

O primeiro rascunho deste desenho surgiu quando eu estava na fila do cinema com duas amigas pra assistir "Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet". Bem na minha frente tinha uma mulher de vestido com uma tatuagem nas costas. Era uma tatuagem grande. Uma rosa com espinhos. Uma das minhas amigas me deu na hora papel e caneta pra fazer um rascunho com o intuito dela mesma mandar fazer uma tatuagem em suas costas. Dias depois, encontro com a mesma mulher na rua.
As costas daquela mesma mulher era tão branca e delicada que parecia uma tela e sua pintura a tatuagem. Sua curvatura também me lembra a de um bico de pena, também delicado e ao mesmo tempo mortal.
Saindo um pouco do lado expressionista e indo mais pro lado surrealista. Meio bizarro. Delicada e mortal.
(DELICADA E MORTAL, 2008)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

LARÍS

Este foi um dos poucos desenhos que não queria fazer todo em preto e branco. Desenho feito apenas com lapís de cor em papel A3. E isso se deve graças a foto. Selecionada de um ensaio, onde ela propría brincava com a projeção da luz focada em parte de seu rosto e ao seu redor escuro. Ao invés do escuro, muitos rabiscos com tons fortes e fracos, cruzados em volta como se fosse uma teia.
Já o título, foi uma combinação de seu nome (Larissa) com lápis de cor. Virou "Larís".
(LARÍS, 2010)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

SOMBRA E NEBLINA

"Sombra e Neblina", talvez este título represente melhor este desenho do que o seu proprio nome ("Diana" é um lindo nome. O nome de uma guerreira. Tal como a propría).
O nome "Sombra e Neblina" veio quando estava estudando o cinema expressionista alemão, do filme de mesmo nome do Diretor Woody Allen.
Além do filme, a foto que originou este desenho mostra toda a expressão doce. Que nem nos primeiros filmes expressionistas da década de 20.
(SOMBRA E NEBLINA, 2010)