terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

BICO DE PENA

Era só um rascunho
Luz e sombra
Claro e escuro
Preto e branco
Bem e mal
Sua pele é que nem papel
Esperando pra ser desenhada
Desenhada com lápis
E arte-finalizada com nanquim
Nanquim que vem das minhas veias
Perfuradas por um bico de pena
Por que era só um rascunho

(BICO DE PENA, 2014) 

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

SUPERNOVA

No meio de tantas estrelas
Não é sempre que encontramos uma estrela vermelha 
Stigma
A marca da estrela
Pulsa, pulsa, pulsa
Pulsar
Coração pulsando
Até o seu corpo celeste explodir
Se tornando uma supernova
É dificil ver supernovas interessantes
Fluxo de energia
Luz emitida pelo seu espectro
Criando uma forma de psicodelismo pictórico
Em contato com seu universo
Nas infinitas terras

(SUPERNOVA, 2013)

terça-feira, 20 de agosto de 2013

O ESPELHO


Desenho criado no fragmento do filme "O Espelho" de Tarkovsky. Texto escrito durante o debate do filme exibido em Cine Clubes:

Ainda estou tomado de tantas imagens
O espelho
É a reflexão de sonhos
De memórias
De Imagens Surreais
Como se fossem pinturas vivas
Os elementos da Natureza
O vento
O Fogo
A água
Os pingos de chuva são como o tempo o tempo de vida de cada um
Contados no relógio
Olhando para a janela
Vejo imagens fragmentadas
Uma desconstrução
Questionamento existencial

(O ESPELHO, 2013)

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

ULTRA VOX


Desenho feito logo após o seu primeiro show solo. Foram cinco canções. Uma pequena amostra do que vem por ai.

Criando um visual de histórias em quadrinhos que segundo a própria gosta muito desse universo. "Ultra Vovx" foi o nome de uma banda que surgiu nos final dos anos 70. Foi o primeiro nome que surgiu em mente para dar titulo ao desenho.

O traço da composição esta tanto nas palavras quanto no desenho. Desenhá-la foi a mesma coisa que desenha a sua voz. Compartilhando arte. Obrigado por existir Marisa Brito.

Poderia ser uma história em quadrinhos
Também poderia ser a capa de um long play
Ela segue um novo caminho
Mas com o mesmo traço
Sem esquecer parte de sua história
Seus desenhos são que nem partituras sobre o piano
Cada linha ao seu redor é uma nota
Ela se tornou então uma heroína.
Se tornou uma Ultra Vox
Seu dom é o seu canto
Desenhando a sua voz
E como toda heroína
Tem uma identidade

(ULTRA VOX, 2013)

terça-feira, 16 de julho de 2013

NOITE MERICANA

Seu desenho é uma cena
Cena de um roteiro seu
Olhando pela janela
Céu branco
Como um gigantesco telão de cinema sem fim
Chega à noite americana
A sessão vai começar
Cult, maldita ou undeground
Noir, surreal ou expressionista
O filme termina
Mas o que ficam são as estrelas
Mas toda a estrela tem o seu tempo
E a noite americana vai.
Até a próxima sessão.

(NOITE AMERICANA, 2013)

segunda-feira, 1 de julho de 2013

CORVOS SOBRE A PRAÇA


Sempre que vê aquela foto
Ela faz uma viagem ao passado
Tra-ze boas recordações
Ainda era dia
Sentada no Banco da Praça
Tomando Sorvete
Antes de chegar a chuva de corvos
Corvos sobre a praça
Para levarem a sua alma
E depois carregarem o seu corpo
O dia escurece com a sombra de corvos cobrindo o chão de pedras.
Mas depois o dia volta a clarear
O banco da praça agora esta vazio
Mas as memorias ficaram

(CORVOS SOBRE A PRAÇA, 2012)

terça-feira, 18 de junho de 2013

O SOM DAS FOLHAS SECAS


Desenho feito na oficina de cartazes do Festival Se Rasgum 2012. E idéia era escolher uma das atrações do festival e fizesse um cartaz com artista/banda. A artista escolhida foi à cantora Mallu Magalhães. Em sua primeira vinda à cidade, uma estranha. Associando o termo “o som da floresta” com o nome da produção nacional “O Som Ao Redor”. Assim como a cantora que passou mudanças em sua música, a cidade também passou.

Arvores que se transformaram em prédios.
Onde vivem pessoas que não são de seu habitat natural.
Dos galhos, deram lugar as antenas.
Para fazer freqüência em outros lugares.
Uma estranha que não é daqui.
Carregando o seu violão nas costas.
Caminha descalça.
Pisando em folhas secas e mortas.
Produzindo um som.
O som das folhas secas.
Sobre a sua cabeça um céu cinza.
O calor às vezes da lugar ao frio.
Esperando a chuva cair.

(O SOM DAS FOLHAS SECAS, 2012)