quinta-feira, 1 de setembro de 2011

PROMETIDA PÓS-MORTE DE VAN GOGH

O que era pra ser uma conversar sobre minimalismos, acabou virando uma conversa sobre expressionismo.
"Prometida Pós-Morte de Van Gogh", assim ela era chamada pelos amigos. Não só pela paixão deste movimento artistico mas também do artista Vincent Van Gogh.
A partir de seu processo de criação e fazer uma releitura de uma foto sua onde está deitada na cama lendo um livro. Nesta versão, ao invés de cama, um tumulo. E ao seu redor, o que era um quarto, virou um cubiculo bem fechado como se aquilo fosse o seu mundo. E a prometida, com seu cabelo cor de fogo.
Em seu mundo, ela lê uma frase e fantasia o resto. Seu livro é como se fosse a janela de um ônibus. Seu ateliê. Viajar sozinha. Observando e se alimentando da vida dos outros. Ela odeia conversar com gente estranha. Ela diz: "Para de falar. Não vê que estou tentando criar".
E depois ela volta pra casa e escreve. As vezes por meses. E depois transforma em materia.

(PROMETIDA PÓS-MORTE DE VAN GOGH, 2011)

sábado, 20 de agosto de 2011

PELÍCULA

Sabe quando você esta em um certo ponto de vista e bem a sua frente observa algo que se não for registrado em foto será registrado em desenho. Isso acontece muito comigo.
De cabeça baixa e com a franja cobrindo seu olho esquerdo. De franja, me veio a mente cortina. Mas não qualquer cortina. Uma cortina de cinema.
Captar por alguns minutos aquele momento, me lembrou das aulas de fotografia. Onde se falava muito de Henry Cartie-Bresson e sua "fotografia de momento". Outra lembrança das aulas de fotografia foram as leituras do livro "Filosofia da Caixa Preta" de Flusser.
Associando a fotografia com o cinema, o nome "Película", que no espanhol significa "Filmar". Captar cada momento de cada cena.
Ela é uma Película.

(PELÍCULA, 2011)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O ESPANCADOR

2º versão
Não preciso de olhos
Pra ver a realidade em sua volta
Na palma da mão
Além de sentir
Chora o sangue de mulheres e crianças
Quem tem olhos
Não vê o que se passa na real
Violência
Seja verbal
Ou seja física
Na palma da mão
Gera o medo
E esse medo
Fortalece o espancador
O espancador tem fome de medo
E sem o medo
O espancador não é nada
1º versão
Primeira e a segunda versão inspiradas em um dos personagens do filme "O Labirinto do Fauno" (2006), do Diretor Guillermo Del Toro. Envolvendo a fantasia e a realidade brutal que existe até hoje.

(O ESPANCADOR, 2008)

sábado, 16 de julho de 2011

MISS LÚCIFER

No início era pra ser apenas uma releitura de um arcanjo.
De arcanjo virou demônio.
Um demônio cobrindo seu corpo com suas enormes asas.
Mas sua aparência.
De bem, depois se tornaria mal.
De como desejaria a forma daquele ser.
De sentir o calor daquele ser.
Sua aparência é na verdade uma casca.
Quem realmente é por dentro.
Está linda mulher, na verdade é uma criatura das trevas.
Sensualizando e oferecendo o tamanho de seu amor.
Pulsando e chamando.
Sua "Vagina Dentada".
Como uma "Possessão".
Levando para um "Inferno Carnal".
Queimando por dentro.
Calor demoníaco, a noite toda.
Uma coisa demoníaca.
Ela é Hell.
Ela é Miss Lúcifer.

(MISS LÚCIFER, 2010)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

THE KILLING MOON

Assistindo pela primeira vez ao clipe "Out Of Our Minds" da cantora canadense Melissa Auf Der Maur, vi que poderia fazer uma releitura. Uma personagem de capuz. Parada em uma floresta, de baixo de chuva sobre o luar.
O nome "The Killing Moon" partiu quando também estava assistindo o clipe da banda inglesa Echo And The Bunnymen de mesmo nome.
A tradução de "The Killing Moon" é está:
"The Killing Moon" (A Lua Mortífera)
Debaixo da lua azul eu vi você
Logo logo você vai me levar
Em seus braços
Tarde para te implorar ou cancelar tudo
Embora eu deverai saber que o tempo mortífero
Involuntariamente meu.
O destino
Contra a sua vontade
Atraves do espesso e fino
Ele esperará até que
Você se entregue a ele
Em noites iluminadas eu vi você
Tão cruelmente você me beijou
Seus lábios um mundo mágico
Seu céu todo enfeitado de jóias
A mortífera lua
Virá cedo demais

(THE KILLING MOON, 2010)

quinta-feira, 16 de junho de 2011

MAIS RÁPIDA QUE A LUZ

Durante sua última passagem em 2010.

Na Casa das Onze Janelas.

Entre Quatro Paredes.

Havia uma luz no teto apontando em direção a parede.

Projetando a imagem do céu.

De repente.

Surge a artista como veio ao mundo.

Patinando nas nuvens.

Balançando seus longos cabelos.

Não era um anjo.

Mas poderia ser.

Seus patins vermelhos eram suas asas.

Rodando no edén.

Mais rápida que a luz.

(MAIS RÁPIDA QUE A LUZ, 2010)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O LADO OBSCURO

VITROLA
E agora? Por onde começar? Foram essas as dúvidas que tive quanto quiz fazer o desenho (ou melhor, os desenhos) dela. Foi quando que vi duas imagens originais retratarem bem o seu mundo. A música é muito presente em seu ser. Vendo a imagem dela ao lado de uma vitrola. Colocando a agulha do disco. Gostei de cara. Tanto que o primeiro nome que me veio em mente foi "Vitrola".
O SEGUNDO ROSTO
O segundo desenho, faz uma referencia ao filme "O Segundo Rosto" (1966) do Diretor John Frankenheimer. O nome antes provisório era "Darkside". O curioso foi a forma de como foi tirada essa imagem. A luminosidade em seu rosto (principalmente no olho esquerdo). Me perguntavam por que eu não havia desenhado o olho esquerdo dela. Foi pelo mesmo motivo que tanto ela quanto eu vimos quando foi tirada a foto e fazendo uma releitura da mesma.
O que também me chamou atenção foram suas roupas. Me lembraram bastante o movimento musical Grunge que surgiu em meados dos anos 90. Deste movimento, surgiram bandas como: Nirvana, Pearl Jam, Alice In Chains, Soundgarden, Screaming Trees, Stone Temple Pilots, Mudhoney, L7 e entre outras.
"O Lado Obscuro", remete o que existe de dentro de nós.

(O LADO OBSCURO, 2011)