domingo, 17 de abril de 2011

VAMOS TODOS NOS ENCONTRAR NO ALÉM

De inicio, chamava este desenho de "Fonte da Vida", com referência ao filme de mesmo nome dirigido por Darren Aronofsky. Depois de um tempo, quando assistir "Rapsódia Em Agosto", do diretor Akira Kurozawa onde algumas imagens lembravam a este desenho como os olhos que testemulharam a bomba atômica. Criando raizes deste trágico dia ocorrido no ano de 1945. O título "Vamos Todos Nos Encontrar No Além" é uma frase escrita que faz parte de uma das cenas do filme.


(VAMOS TODOS NOS ENCONTRAR NO ALÉM, 2011)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O VIOLINO VERMELHO

Quando vi sua foto pela primeira vez com o violino, lembrei de cara de dois filmes: "Hilary e Jackie" e "O Violino Vermelho", ambas produções de 1998. Por coincidência, são seus filmes favoritos. Visualmente, "O Violino Vermelho" é o que mais se caracteriza nessa retratação.

Dirigido por François Girard, o filme se inicia no século XVIII, quando um artesão italiano constroi um violino em homenagem a sua esposa que esta preste a dar a luz. Mas uma tragédia ocorre e sua esposa e filho morrem durante o parto. O artesão para terminar sua obra, dilui tinta de madeira com o sangue de sua esposa. O Tempo passa e longo dos anos, quando o violino passa em mão e mão, traz consigo uma maldição. Quem tocar o violino, algo terrível lhe acontecerá ou com alguma pessoa querida.

No caso da pessoa retratada, ela está amaldiçoada em fazer um som vivo.


(O VIOLINO VERMELHO, 2010)

quarta-feira, 16 de março de 2011

HIPNOTIZADO

Honestamente não tinha nada em mente para dar título a este desenho. Pensei por um tempo batiza-lo pelo proprío nome da pessoa retratada. Foi quando que conversando com alguem que também conhece esta mesma pessoa sugeriu o seguinte: "Por que não cria um nome se baseando nos olhos dela?" E realmente, os olhos dela são lindos e encantadores. Foi quando que surgiu "Hypnotised" (Hipnotizado, de 1995), título de uma canção da banda escocesa Simple Minds. Talvez seja o nome que mais se adequa.
A tradução da canção "Hypnotised" é assim:
"Hypnotised" (Hipnotizado)
Eu posso sentir o mundo girando
Eu perco o chão
Sinto isso todos os dias
E posso sentir você chegando de dentro para fora
Estou perdendo o controle de toda a realidade
Eu me lembro de olhar em seus seus olhos
A forma como eles me puxavam para dentro
Tudo que tenho agora em minha defesa é minha inocência
Eu fui hipnotizado
Eu posso ouvir os sinos da igreja batendo
Me lembram um dia iluminado de sol
Quase todos os belso cavalos que você cavalgava
Voltam para sentir a sua energia
Ainda me lembro do olhar dos seus olhos
A forma como eles me preenchiam pro dentro
Tudo que tenho agora em minha defesa é minha inocência
Eu fui Hipnotizado
Você sabe que não será fácil
Nunca é fácil
Eu fui hipnotizado
Então me diga o que você pensa
Você pensa que eu me afogarei Número um, bode expiatório
Deixe-me entrar
Deixe-me misturar com as chamas
Se você tem luz que queima por dentro
O calor vai subir e derreter novamente
Ainda me lembro do olhar dos seus olhos
A forma como eles me puxavam pro dentro
Tudo que tenho agora em minha defesa é minha inocência
Eu fui hipnotizado
Tudo que tenho agora em minha defesa é minha inocência
Eu fui hipnotizado
Então me diga o que você pensa
Você pensa que eu me afogarei Número um, bode expiatório
Sou um elo perdido
Tudo que sei
É que eu fui hipnotizado
Estou esperando por um sinal
Ajude-me a realinhar
Talvez seja um pecado eu sei
Mas não é um crime
Tudo que sei
É que eu fui hipnotizado
Talvez haja um caminho
Eu posso achar um caminho
Hora final, dia do julgamento
Tudo que sei
É que eu fui hipnotizado
E eu não percebi
(HIPNOTIZADO, 2011)

terça-feira, 1 de março de 2011

MALLUQUINHA MARAVILHOSA

"Malluquinha Maravilhosa". Foi o primeiro nome que dei a ela logo de cara. Pela semelhança de uma cantora? De uma personagem? De uma pessoa estranha? por que não? Depois vieram outros nomes durante os dias, semanas, até chegar onde partiu de sua própria mente, "Surtos Criativos". Por que este nome? Posso dizer então que ela é uma fonte de idéias malucas, seja no cinema, na música e por que não nos quadrinhos.
Assim como no nome, este foi o primeiro desenho de muitos que fiz dela. Para a criação deste desenho, minha releitura foi um pouco diferente da imagem original. Deixando esteticamente mais expressiva. No original, ela está sem a guitarra. Acrescentei uma guitarra (que é um de seus sonhos). Em seguida, desenhei no fundo várias linhas de cores preta e vermelha em volta dela até originar há uma lua. Linhas que ao mesmo tempo possam representar as cordas da guitarra. Sua sonoridade. Sua composição não só na música, mas também no cinema e nos quadrinhos. Estas mesmas linhas feitas com bico de pena apresentando o seu mundo imaginário.
(versão 2, cor de Bianca D'Aquino)
Já esta outra versão do desenho, toda em infravermelho, foi idéia da própria. Deixando-a toda psicodélica.
O que posso dizer mais dela. Ela tem sido a minha inspiração. O nome do desenho poderia ser "Existencial". Obrigado por existir.
(MALLUQUINHA MARVILHOSA, 2011)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

AURORA

Realmente não sei de qual imagem eu gosto mais, se é a fotografia original ou este desenho. Ambos retratam além de tanta beleza, uma expressão bem do cinema clássico. Talvez por que o desenho tenha sido feito durante o curso de Cinema Expressionista. A escolha do título foi por causa de um dos filmes expressionistas apresentados, "Aurora"(1927), dirigido por F. W. Marnau e que também lembra bastante a pesoa retratada neste desenho.
Para o cenário de fundo, desenhei uma floresta tendo como referência o vídeoclipe "One Caress" da banda Inglesa Depeche Mode.

A Aurora de todos os tempos.

(AURORA, 2010)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O HOMEM-ERRADO

Quando assistir pela primeira vez "O Homem-Errado" (1956), de Alfred Hitchcock, em uma dessas madrugadas de muitos tempos. Não me lembrava que a primeira cena do filme era a silhueta do proprio Hitchcock. Projetando sua sombra. Se apresentando e anuncindo o filme. Foi durante o curso de "Cinema Expressionista" que tive a oportunidade de rever ao filme.
Apresentando referências expressionista como claro e escuro existentes em sua fotografia. De alguma forma, vejo bastante este visual Artístico/Estético em outros filmes produzidos a quase 50 anos depois que são o caso de "Sin City - A Cidade do Pecado" (2005) de Frank Miller e Roberto Rodriguez, e "Renaissance" (2006) de Cristian Volckman.
Na história do filme, o músico Manny Balestrero (interpretado por Henry Fonda) é levado a prisão pelos crimes cometidos por um ladrão muito parecido com ele. Ao decorre do filme, sua prisão afeta não só a si como também a de sua esposa. Levando a loucura.
"O Homem-Errado" ou "The Wrong Man", me lembro uma canção chamada "Wrong", do Depeche Mode. Virou clipe onde um homem é amarrado e preso num carro rodando em sentido contrário nas ruas da cidade em plena noite até se colidir em algo que o pare.
A tradução da letra de "Wrong" é assim:
"Wrong" (Errado)
Eu nasci com o signo errado
Na casa errada
Com a ascendência errada
Eu peguei o caminho errado
Que me levou a têndencias erradas
Eu estava no lugar errado na hora errada
Pelo motivo errado e a rima errada
No dia errado na semana errada
Eu usei o método errado com a técnica errada
Errado
Errado
Há algo errado comigo quimicamente
Algo de errado comigo inerentemente
A mistura errada nos genes errados
Eu alcancei os fins errados pelos meios errados
Era o plano errado
Nas mãos erradas
Com a teoria errada de um homem errado
Os olhos errados, no prêmio errado
As questões erradas com as réplicas erradas
Errado
Errado
Eu estava marchando para o tambor errado
Com a escória errada
Estravassando a energia errada
Utilizando todas as linhas erradas
E os sinais errados
Com a intensidade errada
Eu estava na página errada do livro errado
Com a rendição errada do gancho errado
Com a lua errada, toda noite errada
Com a música errada tocando até que soasse a certa
Yeah
Errado
Errado
Longo demais
Errado
(O HOMEM-ERRADO, 2010)

domingo, 16 de janeiro de 2011

O VAMPIRO

Desenho feito a partir da cena de "O Vampiro" (1932), pelo Diretor Carl T Dreyer. Recomendado pelo Marco Antônio Moreira, durante o curso "Cinema Expressionista", na Caiana Filmes.
Para alguns, a sombra de fundo dava a forma e a imprensão de que fosse alguma criatura alada. Um morcego gigante. Confesso que quando estava arte-finalizando, a imprensão foi a mesma. Talvez uma das cenas mais expressivas e ao mesmo com uma linguagem mas proxíma a dos quadrinhos.

(O VAMPIRO, 2010)