terça-feira, 18 de junho de 2013

O SOM DAS FOLHAS SECAS


Desenho feito na oficina de cartazes do Festival Se Rasgum 2012. E idéia era escolher uma das atrações do festival e fizesse um cartaz com artista/banda. A artista escolhida foi à cantora Mallu Magalhães. Em sua primeira vinda à cidade, uma estranha. Associando o termo “o som da floresta” com o nome da produção nacional “O Som Ao Redor”. Assim como a cantora que passou mudanças em sua música, a cidade também passou.

Arvores que se transformaram em prédios.
Onde vivem pessoas que não são de seu habitat natural.
Dos galhos, deram lugar as antenas.
Para fazer freqüência em outros lugares.
Uma estranha que não é daqui.
Carregando o seu violão nas costas.
Caminha descalça.
Pisando em folhas secas e mortas.
Produzindo um som.
O som das folhas secas.
Sobre a sua cabeça um céu cinza.
O calor às vezes da lugar ao frio.
Esperando a chuva cair.

(O SOM DAS FOLHAS SECAS, 2012)

domingo, 2 de junho de 2013

LUNAR


Lunar - Lado A

Arte feita para a programação de junho no Cine CCBEU. "Lunar" é o primeiro filme do Diretor Duncan Jones. Uma ficção-científica independente de 2009. Para a criação do desenho. Além de rever o filme várias vezes e ouvir a trilha que Clint Mansell fez para o filme para a composição estética do desenho, ainda ouvi muito David Bowie, pai de Duncan Jones.

Desenho feito a nanquim. O primeiro desenho é o personagem Sam Bell com o traje de astronauta caminhando na superfície da lua. O segundo desenho é o reflexo da superfície da lua no capacete onde surge no lado escuro da lua um raio de luz.

Lunar é uma homenagem aos filmes de ficção-científica dos anos 70 e 80. Colocar os nomes de de "Lunar  - lado a e lado b" é como ouvi o vinil desta trilha minimalista.
       
Lunar - Lado B

Muito obrigado mais uma vez para a APJCC-PARÁ pelo convite. Valeu!

(LUNAR, 2013)

sábado, 20 de abril de 2013

LUA CHEIA E LUA NOVA

 

Caminhando no meio da floresta cinzenta
Aonde a única luz vem da lua cheia
Mas os seus olhos são da lua nova
Como um eclipse
Que observa a única luz que vem de sua alma
As pontas de seus cabelos se misturam com as pontas dos galhos das velhas arvores entre os seus olhos
Ela então grita: "Alô?"
"Alô, alô, alô...ALÔÔÔÔ"
Ecos do nada
Estou no fim do mundo.

(LUA CHEIA E LUA NOVA, 2013)

sábado, 6 de abril de 2013

VENEZA


“Veneza” foi à primeira canção que ouvi da Euterpia. Quando a ouvi a primeira questão que me veio foi: “De quem é essa voz?” A dona dessa voz se chama Marisa Brito.
A introdução da flauta é o ponto de partida de uma canção que poderia ser escrita em qualquer lugar, rumo a uma Veneza que imaginamos. Considero a letra um Road Vox onde a condutora é a sua voz com o som a o redor.
O desenho dessa viagem é a imagem de sua voz em preto em branco como uma nouvelle vague. Com uma rosa em mãos. Lembra a capa disco “Violator” do Depeche Mode. A voz vai, mas a rosa fica como o seu coração. Por que sempre volta.

Eis a letra de “Veneza”

Penso em alguma coisa
Para fazer num ano bom
Lembro de Veneza para tocar
Quero registrar as amizades
Cantorias, poesias
Discutir sob o luar
Mesmo que o verde seja falso
Que o cinza prevaleça
E que eu não pare de falar
Mesmo que a rima seja curta
E que a falta da laputa
Sempre vá me devorar
É o horizonte que me espera
Fuga que me aguarda
O tempo esmagador

(VENEZA, 2013)

quinta-feira, 7 de março de 2013

ASSASSINA HQ

Antes de fazer este desenho, ela já tinha cara de personagem em história em quadrinho. Só não sabia que nome dar a ela. Mesmo com um visual roqueira. Olhar sexy. Sorriso metralhador. Querendo sangue. Tudo contada nas paginas de um quadrinho.
Seu percusso é como desenhar o seu ataque. Começa com um primeiro rascunho de lapis. Depois finalizamos com nanquim. 
Seria uma mulher nanquim? 
Ou a assassina HQ.
(ASSASSINA HQ, 2012)

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

DEVORADORA DE ALMAS



Ela esta de luto
Cercada de almas
Almas que ela amou durante um longo caminho
Almas que ela devorou durante um longo caminho
Ela esta de luto
Mas na verdade ela sempre esteve de luto desde o inicio de sua existência
Um dia ela espera em tirar o véu de seu rosto
E se liberta deste luto
Por que ela não quer mais ficar sozinha
O problema é que ela não sabe para onde ela vai
Pro céu
Ou pro inferno

(DEVORADORA DE ALMAS, 2013)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A MORTE É A QUARTA DIMENSÃO

 

Dizem que a morte é a quarta dimensão
Eu queria morrer
Só pra estar ao lado dela
Enquanto que eu estava deitado
Eu senti ela me observando
Segurando o meu crânio aberto
Mergulhada em um mar de sangue
Sangue dela
Sangue meu
Evaporando a minha alma
E se misturando com as nuvens
Mas as portas estavam fechadas
Dai eu vejo
O real é o corpo dela
Imagino ela em outras pessoas
Pessoas que simbolizam ela
Vida que segue
Não sei se estou vivo ou se estou morto
Sem a morte
Não existe a vida
Gostaria de ouvir a voz dela me chamando
Ou seria a morte me chamando? 

(A MORTE É A QUARTA DIMENSÃO, 2012)